O jeito como arrastas as palavras no teu tom baixo e amoroso. O teu sentido de humor contagiante expresso com um smirk. O teu corpo descoordenado quando a tua energia é explosiva e epiléptica. A forma de coração que o teu lábio superior faz quando sorris e os teus dentes de coelhinho. A expressão de desenho animado da tua cara quando não consegues conter as gargalhadas. As tuas mãos pequenas quando tocas nas minhas e dizes que são macias. A tua alma doce e calma. O teu coração bom e inocente. O teu cérebro inteligente e culto. O teu carácter tolerante e honesto. A tua pele clara e as ondas do teu cabelo sobre os teus ombros que nem uma princesa. O teu cabelo atado e por cima do teu ombro direito e o teu pescoço. Um encanto. O teu cabelo encharcado e o teu rosto molhado. Um amor. És tão bonita e os teus olhos são tão brilhantes e grandes.
Partiríamos num paquete. Acenaríamos ao padrão e à torre. Eu içaria as âncoras. Tu servirias os cafés. E à noite lavaria os teus pés. De manhã faria flores. Sabes que aprendi a fazer flores só para me sorrires? Guardaste-la? Não disse que era para ti? Sim, o café é para mim! Ainda não sabes que é para mim? E a flor que deixaram cair era para ti…
Peço que me tires um café. Se tivesses pedido com sentido... Todas as noites peço que me tires um café. Não numa noite certa, certamente... Há um mês que peço que me tires um café. Um mês é tanto de tão pouco para mim... Fiquei a semana inteira ansiosa pelo momento em que peço que me tires um café. Ânsia sinto agora sabendo quando não o soubeste fazer... Continuo ansiosa, agora, para que voltes ao café. Não voltarei... Como posso pedir outro café! Já não há... Já não quero café. Não te saberia ao mesmo... café.

Bolha / Bianca
Peço que me tires um café. Todas as noites peço que me tires um café. Há um mês que peço que me tires um café. Fiquei a semana inteira ansiosa pelo momento em que peço que me tires um café. Continuo ansiosa, agora, para que voltes ao café. Como posso pedir outro café! Já não quero café.
Perguntaste se eu queria alguma coisa. «Um sorriso.» E deste-me os lábios.
Uma família de se lhe tirar o soutien.
O tempo rola, rola e nós enrolamo-nos?
Como sou no teu coração?
Finjo que não sei o teu nome, enquanto recordo a tua blusa a cair e o teu ombro a sorrir.
«A mãe depois pode dar umas voltinhas!»
E eu...?
Em ti?!
Merda e mediana.
Com irresponsabilidade anda.
E o seu génio fica na cama...
Há coisas que não se podem dizer. FODASSE!
Agarraste na blusa. Franziste a sobrancelha. Pousaste de novo a blusa. Levantaste o olhar. Reparaste que te observava. Pensei em escrever uma história. Apaixonei-me numa loja do centro comercial.
Segundos antes pensara como odiava estar no meio daquelas gentes das compras. Talvez por isso, tive de reparar em ti e encantar-me. Talvez por isso. Talvez por causa das minhas contradições. Por isto talvez.
Segui-te com o olhar. Tentei… Pois, entre fingir que não te buscava, perdi-te. Procurei pela tua presença de novo. Procurei reversas vezes. Procurei…
Como poderei perder algo que nunca possuí? Como poderei perder algo que nunca conheci? Como poderei perder-te a ti?
Apaziguei ao encher a cabeça. Faço isto habitualmente. Acabo sempre por não concluir nada. Perco os raciocínios e falho nos argumentos. Sim, talvez por isso, tiveste de reaparecer com o teu casaco branco e lenço vermelho.
Novamente, melindraste-me a alma com a pose da tua pele morena. Acho que ouvi a tua voz. Pensei no que esperavas, enquanto esperava pelas feições e expressões da tua figura.
No fim disto acabei por ficar sem saber grande coisa, muito menos desse teu suave ar de independência. Apenas fiquei com vontade de olhar nos teus olhos negros e tocar-te com beijos.
As refeições esta semana têm sido para esquecer.
Se ao menos pudesse comer-te...
Gostava de te enrolar, em seguida, entre mim, o colchão e o lençol.
Gosto de ver as tuas costas direitas e o teu rabo a balançar enquanto andas.
Gostei que levasses o teu braço cego para ver.
Queria que passasses por mim todos os dias e que ficasses também junto a mim.
Quero foder-te.
Se eu fosse uma onda seria viva.
Se eu tivesse que rebentar rebentaria em ti.
A tua estupidez mata-me!
A menos que eu...
O único dia em que te vou verdadeiramente amar será o dia em que chorarei a tua morte de dor.
Essa será sempre minha.
Dizem que a pleura é um tecido fino que recobre toda a superfície dos pulmões. Ainda mais, é lisa e permite um melhor deslizamento entre a parede torácica e os pulmões, facilitando a respiração das pessoas. Enquanto isso para uma Bolha de Ar do Mar a pleura é somente, talvez nem tanto, a neura entranhando-se na pele, sendo assim absorvida. A Bolha? A Bolha é uma bolha? E como é uma bolha? Uma bolha acaba por não ser nada, apenas foi uma bolha? E como foi uma bolha? Não sei, é a minha primeira vez enquanto bolha! Para a próxima conto-te! Mas a bolha... A bolha nada!